Um rancho erguido para abrigar tropeiros e viajantes na primeira metade do século XVIII deu origem ao pequeno povoado de Lage, hoje Resende Costa. A Capela de Nossa Senhora da Penha de França foi erguida em 1749 e, em torno dela, foram construídas oito casas para abrigar as primeiras famílias que se estabeleceram na região, entre elas a do inconfidente José de Resende Costa.

A população dedicava-se ao plantio de gêneros alimentícios e à criação de gado. Em 1831 o povoado contava com 1.243 habitantes, entre homens livres e cativos, sendo elevado à categoria de paróquia em 1840 por causa do grande número de fiéis que freqüentavam sua igreja.

Em 1911 o povoado de Lage ganhou sua autonomia como município, recebendo o nome atual - uma homenagem aos inconfidentes (pai e filho) que ali viveram. Nesta época, a cidade experimentou maior desenvolvimento econômico, favorecida por sua localização no entroncamento de várias estradas para a zona Oeste de Minas Gerais. A atividade industrial desenvolveu-se a partir da produção de açúcar, manteiga, polvilho, aguardente, calçados e arreios.

Hoje a cidade vive quase somente do artesanato têxtil, confeccionando colchas, tapetes e outros artigos para casa em teares manuais. A maioria da população tece ou vende esses trabalhos, produzidos com sobras de malhas das indústrias nacionais. Várias lojas e, ainda, uma interessante oficina de móveis feitos com madeira de demolição vendem o artesanato local.

 

 

Construída sobre uma rocha, a cidade oferece privilegiada vista panorâmica e goza de prestígio junto a espiritualistas. Ao lado da Matriz de Nossa Senhora da Penha, moradores e visitantes podem caminhar sobre a grande 'laje' e apreciar a paisagem montanhosa da região.

Artesanato

Em Resende Costa, as esculturas de Zinho retratam hábitos domésticos dos mineiros: o homem guarda a riqueza da família no cofre e a mulher soca cereais no pilão.

Móveis rústicos são confeccionados com madeira de demolição e ferragens antigas em uma interessante oficina artesanal.

Sobras de malha da indústria têxtil nacional são matéria-prima das colchas, tapetes e toalhinhas confeccionados em Resende Costa. Tiras de malha vão sendo trançadas na urdidura de algodão, montada no tear de acordo com a largura da peça a ser executada. Quase sempre as colchas resultam em tramas multicoloridas, que caem bem em qualquer ambiente doméstico, dos mais rústicos aos mais sofisticados

         
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